Aprovado em 23° lugar no concurso PCE RJ para o cargo de Inspetor
Policial (Agente, Escrivão e Investigador)
“O meu conselho é: respeite seus limites, não se compare e, principalmente, perceba se o que você está almejando te acompanha desde a hora em que você acorda até a hora que você dorme. Se você pensa nisso o tempo inteiro, significa que você deve fazer o que for necessário para alcançar. Além disso, entenda que uma luta não se ganha apenas com o corpo, mas sim com a mente.”
Confira nossa entrevista com Lucas Emmanoel, aprovado em 23° lugar no concurso PCE RJ para o cargo de Inspetor:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Lucas Emmanoel: Me chamo Lucas Emmanoel, tenho 26 anos, sou advogado e sou do Rio de Janeiro.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos? Por que a área policial?
Lucas: Minha vida inteira eu sempre “quis” ser várias coisas, até que na adolescência eu vi um comboio da Polícia Civil, com giroflex ligado, um monte de viatura e fiquei apaixonado. A partir daí, comecei a pesquisar sobre a profissão, a conversar com policiais, busquei entender melhor as partes ruins da profissão e, mesmo sabendo das “mazelas”, nada me fez pensar em desistir. Foi aí que concluí: é isso que quero para a minha vida.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Lucas: No início da caminhada, fazia faculdade, trabalhava no TJRJ e estudava. Após um tempo, fiquei apenas estudando (decidi não advogar, mesmo tendo a carteira da OAB). Entretanto, por razões familiares, precisei voltar a trabalhar, conciliando com os estudos.
No início, eu acordava por volta das 6 horas da manhã, pegava o trem para ir para a faculdade e ia estudando no caminho. Depois da aula, estudava até o horário de ir para o trabalho. No final do expediente, eu ficava até umas 21:30, 22h estudando no TJRJ, já que nesse horário o trem já não estava tão cheio.
Depois que me formei, saí do Tribunal para ficar apenas estudando. Quando precisei voltar a trabalhar, o serviço era em home office e eu pude ajustar melhor meus horários.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Lucas: Que vida social?? Brincadeiras à parte, eu sempre tive muito claro na minha mente que deveria abdicar de certas coisas para alcançar meu objetivo. Sendo assim, a prioridade sempre foi estudar.
Não vou mentir e dizer que “nunca saí durante minha preparação”. Entretanto, eu avaliava a natureza do evento. Encontro de amigos no bar? Eu não ia. Casamento de um grande amigo? Fui… Sair para comemorar o aniversário de pai, mãe, irmão, namorada? Com certeza… Mas sair para comemorar o aniversário de um colega de faculdade? Desculpe, mas não.
Assim eu avaliava e decidia. Afinal, tudo na vida tem que ter equilíbrio, desde que você não se esqueça o caminho que você está trilhando e o seu destino.
Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro? De que forma?
Lucas: Não sou casado, nem tenho filhos, mas tenho minha namorada, que sempre me apoiou e suportou o ônus da minha ausência em diversas situações… Inclusive, deixo aqui registrado meu agradecimento, pois não foi fácil!!
Tratando especificamente da minha família, sempre tive apoio e incentivo. Talvez seja um pouco diferente do que acontece na maioria dos casos, mas na minha vida eu NUNCA ouvi que não seria capaz, ou que duvidavam de minha capacidade ou algo do tipo. Sempre recebi palavras de apoio. A única questão era o medo dos meus pais. No início, eles não concordavam muito com a carreira policial, mas quando viram que era o que eu realmente queria, vestiram a camisa e vieram junto comigo. Por outro lado, meu tio, meu irmão e mais algumas pessoas gostaram tanto da ideia que eu já me sentia policial no meio deles…
Vale ressaltar que o Victor, meu irmão, foi o PRIMEIRO a me apoiar. Desde o primeiro dia em que eu disse que seria policial, ele vibra! Ele chegou ao ponto de comprar um colete (só a capa, sem as placas balísticas) por já considerar que eu seria aprovado mais cedo, ou mais tarde… Acho que ele acreditava mais em mim do que eu mesmo…
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Lucas: Na verdade, embora tenha feito alguns concursos, meu estudo sempre foi direcionado para a PCERJ. Durante a faculdade, eu levei meus estudos muito a sério, visando aprender para aplicar na prova, mas me matriculei em um curso focado na prova em meados de 2018.
Na questão da disciplina, o concurseiro tem que entender que ela anda lado a lado com a constância. Se você se obriga a estudar todo dia, você cria um nível de disciplina. Com a disciplina criada, você se acostuma a estudar de forma constante. Então funciona assim: o hábito alimenta a disciplina e a disciplina dá suporte ao hábito.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação? (Aulas presenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens?)
Lucas: Utilizei principalmente os PDFs do Estratégia e livros de Direito. Como já tinha familiaridade com boa parte dos assuntos, devido à minha formação jurídica, a leitura já me atendia bem. Em casos pontuais, utilizei as videoaulas para tirar uma dúvida ou outra.
Desvantagem: a leitura de PDFs e livros requer um nível muito maior de concentração, porque ou você presta atenção, ou vai ter que ler tudo de novo e perder tempo. Não tem professor contando uma piada para te fazer gravar um conteúdo, não tem um colega de turma para te sacudir quando você cochila… Você tem que lutar para sua mente não viajar e seu corpo resistir.
Vantagem: com os PDFs e livros, você mesmo dita seu ritmo. Não é necessário acompanhar uma turma, nem contar com a presença de um professor. Não há o risco de o professor faltar, por exemplo. Você monta seu cronograma e segue conforme sua vida permitir.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Lucas: Indicação do meu irmão.
Estratégia: Antes de conhecer o Estratégia, você chegou a usar materiais de outros cursos? Se sim, o que mais incomodava quando você estudava por esse concorrente?
Lucas: Estudei em outros dois cursos, sendo um presencial e outro online. O que mais me incomodava era a qualidade do material e a superficialidade.
Estratégia: Você chegou a fazer algum concurso enquanto ainda se preparava com esse outro material? Foi aprovado?
Lucas: Não. As provas que fiz ocorreram bastante tempo depois que entrei no Estratégia.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Lucas: Senti bastante diferença, principalmente na questão de profundidade do material. Mesmo sendo uma linguagem muito acessível, é um material complexo e com bastante conteúdo.
Muitos podem considerar “desvantajoso” o material ser mais extenso, porém a prova de Inspetor provou que nem sempre a superficialidade ajuda o concurseiro.
Na minha visão, um material que traz mais de uma posição doutrinária, ou tópicos que nem sempre caem nas provas, por exemplo, pode, sim, ajudar na prova, pois não sabemos como ela virá. Se vier rasa, tudo bem; se vier complexa, estamos preparados.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Lucas: Houve uma fase em que eu estudava duas matérias por dia, depois passei a estudar uma só… Plano de estudos, cronograma eu fui orientado por um profissional que me ajudou muito, e com o tempo aprendi que cronograma é individual. Não existe fórmula mágica. Você tem que se adaptar a um ritmo e tentar melhorar todo dia, independentemente do que seu colega faz.
Na questão de horários, já tive momentos de 1 hora, mas já tive 6 horas, 8 horas… Depende do contexto em que você está vivendo naquela semana, naquele mês… O importante não é a quantidade de horas líquidas, mas sim a qualidade delas.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Lucas: Montava meu caderno e relia. Inclusive, recomendo que revisem!! Reprovei em algumas provas justamente porque não tinha revisado corretamente. Olhei a prova, sabia que conhecia o conteúdo, mas não me recordava dos detalhes necessários.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Lucas: Resolver questões é o que define se você vai ser aprovado ou não. Só em uma das plataformas de questões eu resolvi mais de 11 mil. Considerando mais de 15 simulados feitos e as listas de questões fora da plataforma… faz a conta aí…
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Lucas: Talvez uma parte de Direito Administrativo. Não sei exatamente, pois decidi que não focaria nas dificuldades. Quando você assume que tem dificuldade em determinada coisa, automaticamente você bloqueia seu cérebro para aquilo, evita estudar, evita fazer questões. É quase uma autopreservação, como se meu cérebro dissesse: “não sei, não vou estudar porque não vou entender, não vou fazer questão porque vou errar, vou ficar frustrado e vou desistir”. Para evitar isso, eu assumia que se alguém aprendia aquela matéria, eu poderia aprender também.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Lucas: Na semana, eu desacelerei um pouco, foquei em revisar alguns pontos que eu sabia que normalmente eu errava (prazos, conceitos, elementos de algum instituto, entre outros).
No dia pré-prova, considero que é escolha pessoal e pode variar de acordo com a prova. A minha escolha foi assistir um aulão de Estatuto da PCERJ e terminar o dia descansando e me concentrando para a prova.
Estratégia: Como foi (ou está sendo) sua preparação para o TAF e para as demais etapas?
Lucas: Estou sendo acompanhado por um Profissional de Educação Física.
Passei na prova, mas o concurso ainda não acabou, então tenho que manter o foco e treinar muito. Ainda há um longo caminho a ser percorrido.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Lucas: Erros: procrastinação, ter demorado muito a começar a revisar meus cadernos, perder tempo em rede social, dormir mal, não praticar atividade física de forma recorrente e não manter uma alimentação saudável.
Acertos: fazer muitas questões, fazer muitos simulados, buscar melhorar o que estava errado e, principalmente, acreditar que seria possível, mesmo quando tudo parecia estar dando errado.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Lucas: Pensei em desistir por aproximadamente 30 segundos, literalmente. Após perder meu pai e minha mãe, minha vida virou de cabeça para baixo e eu perdi um pouco da confiança nas coisas. Entretanto, eles me ensinaram que eu deveria continuar lutando, mesmo que o mundo caísse. Durante alguns segundos eu pensei em largar tudo, mas lembrei o que realmente queria e que eles nunca me deixariam desistir.
Eu não iria mencioná-los aqui, pois é pessoal. Porém, conhecendo meu pai, ele iria querer que eu dissesse…
Minha motivação para seguir era a voz dos dois na minha cabeça:
“Faça o que quiser fazer, mas faça da melhor forma que você puder.”
“Aconteça o que tiver que acontecer, não é para desistir! Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima!”
– Lúcia Helena, minha MÃE.
“Filho, você tem estrela. Tudo que você fizer vai dar certo… você já está chegando lá…”
– Marcus Vinicius, meu PAI.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Lucas: O meu conselho é: respeite seus limites, não se compare e, principalmente, perceba se o que você está almejando te acompanha desde a hora em que você acorda até a hora que você dorme. Se você pensa nisso o tempo inteiro, significa que você deve fazer o que for necessário para alcançar. Além disso, entenda que uma luta não se ganha apenas com o corpo, mas sim com a mente.
Na vida, todos vão cair, uns tombos mais altos, outros mais baixos. O que vai definir seu destino é: vai se entregar ou vai voltar para o combate?