
“O meu conselho é ter clareza no que deseja e, a partir daí, traçar diretrizes para alcançar seus objetivos.”
Confira nossa entrevista com Gabriel Andrade Pinheiro, aprovado no concurso PC RR para Agente de Polícia Civil:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam conhecê-lo. Qual a sua formação, idade e cidade natal?
Gabriel Andrade Pinheiro: Sou formado em Logística, tenho 27 anos e nasci em Itaituba, uma cidade no sudoeste paraense, mas atualmente moro em Boa Vista-RR.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos? Por que a área policial?
Gabriel: Certamente a estabilidade financeira e o regime de trabalho. Escolhi a área policial, sobretudo a de investigação criminal (PC), porque me identifico com o viés científico dos procedimentos de investigação criminal.
Estratégia: Você trabalhava e estudava? Se sim, como conciliava?
Gabriel: Por quase 10 meses eu apenas estudei, preparei uma reserva de dinheiro e economizei bastante antes da preparação. Depois foi ficando inviável financeiramente, sobretudo com o vazamento das provas, daí então só conseguia trabalhar. Numa das provas, fiquei quase 70 dias sem estudar, mas como já havia percorrido todo o conteúdo programático e consolidado as matérias, consegui reduzir o impacto do tempo que passei “ocioso”.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Em qual cargo e em que colocação? Pretende continuar estudando?
Gabriel: Anos antes passei em dois concursos menores. O primeiro para o cargo de técnico administrativo da ADERR (Agencia de Defesa Agropecuária de Roraima) para um município do interior, era apenas uma vaga. O segundo, também de uma vaga, para o cargo de almoxarife do IPERR (Instituto de Previdência de Roraima). Não assumi nenhum deles, pois considerava o salário muito baixo em face aos meus respectivos empregos na época.
Seguirei estudando, meu próximo foco agora é área fiscal. Acredito que em mais 18 meses eu consiga estar em condições de competitividade.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos e família?
Gabriel: No começo eu não tinha muito vida social, porque o edital estava na iminência de abrir e eu estava longe da preparação que considerava adequada para o concurso. Depois fui encaixando momentos de lazer, que me ajudaram a descansar e relaxar.
Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Sua família e amigos entenderam e apoiaram sua caminhada como concurseiro? De que forma?
Gabriel: Não tenho filhos. Era difícil dizer não para as confraternizações, mas todos meus amigos entendiam o que eu estava fazendo, até porque, um número expressivo deles são funcionários públicos. Quanto à minha família, ela me apoiou em 100% do tempo, o que foi muito importante.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao último concurso? O que fez para manter a disciplina?
Gabriel: 10 meses. Foco no objetivo final. Sempre tentava manter essa visão de longo prazo. Eu sabia que a recompensa demorava, e que poderia demorar ainda mais, então me agarrava em pequenas conquistas para ir me recompensando durante o processo. Por exemplo, ficava muito satisfeito quando dominava uma matéria ou quando melhorava o percentual de aproveitamento de questões numa determinada matéria.
Estratégia: Quais materiais e ferramentas você usou em sua preparação?
Gabriel: PDFs e, em alguns casos, vídeoaulas. Os PDFs te dão uma vantagem de tempo, se tiveres facilidade com leitura, e trazem um conteúdo mais denso, com mais informações. Somente assisti a vídeoaulas quando o assunto era difícil de assimilar.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Gabriel: No Youtube. Quando comecei a me preparar, assistia a vídeos de aprovados em diversos canais, para saber o que fizeram durante a rotina de preparação. Foi aí que descobri o Estratégia.
Estratégia: Antes de conhecer o Estratégia, você chegou a usar materiais de outros cursos? Se sim, o que mais incomodava quando você estudava por esse concorrente?
Gabriel: Estudei por outros materiais, mas logo descobri que havia lacunas no conteúdo de diversas disciplinas, daí procurei o site do Estratégia e adquiri uma assinatura anual.
Estratégia: Você chegou a fazer algum concurso enquanto ainda se preparava com esse outro material? Foi aprovado?
Gabriel: Sim, fui aprovado, mas os concursos eram de baixa complexidade. Uma banca local os organizou, portanto, sem muita tradicão e exigência com os níveis das provas. No entanto, com o concurso da PC RR tive de me preocupar mais com a qualidade do material, tendo em vista que além da concorrência ser maior, ainda tinha o nível elevado da prova e da banca organizadora, que no caso, é a VUNESP.
Estratégia: Depois que você se tornou aluno do Estratégia, você sentiu uma diferença relevante na sua preparação? Que diferencial encontrou nos materiais do Estratégia?
Gabriel: A diferença é alta. Além da cobertura completa do edital, o Estratégia se preocupou em pesquisar tendências de cobranças futuras e incluí-las no material. Ademais, a Trilha Estratégica com revisões por exercícios me ajudou muito a não perder tempo nas revisões, quando conseguia fazê-las. Eu não consegui fazer uso de todas as ferramentas por causa do tempo, mas tem um conglomerado de opções para todos os perfis de concurseiros.
Estratégia: Como montou seu plano de estudos?
Gabriel: Estudei somente o material do Estratégia, que já era bastante coisa, por ser completo. Organizei um ciclo de estudos e fazia revisões sistemáticas. No começo comecei com o miolo de disciplinas da área policial e depois incluí o restante. No primeiro dia eu não aguentei nem duas horas líquidas sentado na cadeira, meu índice de concentração era baixíssimo. Depois evoluí. Houve um período em que conseguia estudar quase sete horas líquidas, porque o desafio de responder questões se tornou empolgante.
Estratégia: Como fazia suas revisões?
Gabriel: Fiz pouco simulados. Mas “pisei fundo” na resolução de questões. Evitava escrever e fazer resumos, por conta do tempo. Mas fiz muita marcação de PDF.
Estratégia: Qual a importância da resolução de exercícios? Lembra quantas questões fez na sua trajetória?
Gabriel: Precisamente é difícil quantificar, porque fiz muita questão nas horas ociosas (fila de banco, viagens, etc.) que fugiram do meu controle de planilha. Mas, segundo o meu planejamento, fiz perto de 24 mil questões.
Estratégia: Quais as disciplinas você tinha mais dificuldade? Como fez para superar?
Gabriel: Tive dificuldade na principal disciplina da área policial: Direito Penal. Resolvi muita questão, repeti diversas vezes a leitura dos PDFs e assisti às videoaulas da matéria. Numa das provas foi a minha pior nota, mas em outra fechei as questões de Penal.
Estratégia: Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova e no dia pré-prova?
Gabriel: Eu não consegui estudar nos 40 dias que antecederam a prova. A minha rotina de trabalho me impedia, porque estava muito cansado e desgastado mentalmente. Fui para a prova só com o que já havia estudado, mas depois que você consolida o conteúdo, dificilmente esquece da matéria. Eu esqueci uma coisa ou outra, mas a experiência de resolver muitas questões ajuda bastante.
Estratégia: No seu concurso, além da prova objetiva, teve a discursiva. Como foi sua preparação para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Gabriel: Eu recebi a indicação para fazer aula de redação com uma professora local, que já tinha experiência com a banca Vunesp. Porém, é importante destacar que sem uma base adequada de gramática e interpretação de textos é bem difícil evoluir a sua escrita argumentativa. Isso você pode construir a partir dos materiais do Estratégia e, claro, sem os quais eu não teria conseguido.
Estratégia: Como foi (ou está sendo) sua preparação para o TAF e para as demais etapas?
Gabriel: Eu me preparo para a natação desde o começo, por ser o exercício mais difícil dentre os do TAF. Quanto aos outros, a natação ajuda bastante por me dar um condicionamento físico, já me programei para cumprir a rotina de treinos e aguardar o teste.
Estratégia: Quais foram seus principais ERROS e ACERTOS nesta trajetória?
Gabriel: Dentre os acertos, optar por um material completo e que se preocupava em antever as tendências futuras e incluí-las no material, no caso o do Estratégia. Assim, o concurseiro não é pego de surpresa.
Inversamente, como erro apontaria ter confiado num material com lacunas e sem a preocupação com os detalhes, os quais, como sabemos, é o que faz toda diferença.
Estratégia: Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, qual foi sua principal motivação para seguir?
Gabriel: Não pensei em desistir. Mesmo que demorasse passar, eu sempre tinha em mente a estabilidade financeira. Acho que o segredo é se imaginar alcançando o objetivo e como seria a sua vida com ele.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Gabriel: O meu conselho é ter clareza no que deseja e, a partir daí, traçar diretrizes para alcançar seus objetivos. Eu sigo duas máximas. A Primeira é “feito é melhor que perfeito”, se quer mesmo o cargo dos seus sonhos, comece o quanto antes, mesmo que aos poucos. E a segunda, é que a organização é fundamental, ninguém consegue fazer tudo ao mesmo tempo, então, é trivial eleger prioridades e focar.