
“Logo em 2017 quando comecei a estudar procurei algum material para o concurso do TJ-PR e graças àquele famoso buscador online acabei caindo no site do Estratégia. Abri um PDF demonstrativo e fiquei muito surpreso, nunca tinha visto um material tão bem estruturado na vida, além do ótimo conteúdo é claro”
Confira nossa entrevista com Rafael Nascimento, aprovado em 1° lugar na microrregião 66 do concurso BB para o cargo de Escriturário – Agente Comercial:
Estratégia Concursos: Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?
Rafael Catelan: Sou de Santo Ângelo/RS, tenho 28 anos e sou formado na área de Tecnologia da Informação.
Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?
Rafael: Em 2017, comecei a cursar Análise e Desenvolvimento de Sistemas e decidi prestar concursos concomitantemente com a faculdade.
Optei em estudar para concursos principalmente pela estabilidade.
Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?
Rafael: Sempre estava estudando ou trabalhando. A chave é se planejar, entender o seu ritmo e cortar da rotina atividades improdutivas. O cansaço pode ser remediado, mas uma hora sempre chega e só resta resistir. Não ter todo o dia livre pode ser algo positivo pois te faz ter foco, aproveitando o máximo as horas que possui para estudar.
Estratégia: Em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?
Rafael: Além do Banco do Brasil, fui aprovado no concurso do Banrisul em 2019. Fiquei em 7° de 10 vagas AC para o cargo de escriturário na Microrregião de Novo Hamburgo.
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados(as)?
Rafael: Dessa vez, foi uma alegria dupla por ter sido aprovado e ter ficado em primeiro. É daquelas sensações inesquecíveis e difíceis de explicar. Outra sensação única que uma aprovação me causa é relembrar todas aquelas milhares de pessoas que eu vi durante o dia da prova e me dar conta que entre todas aquelas pessoas fui um dos pouquíssimos aprovados.
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?
Rafael: Como todo bom nerd não tenho uma vida social muito ativa. Como raramente ficava um dia sem estudar, eu me permitia sair quando havia uma oportunidade e sempre sem excessos. Fora a reta final do concurso creio que seja totalmente possível equilibrar vida social e estudos sendo consciente.
Inclusive acredito que abdicar totalmente da vida social é prejudicial ao preparo. A vida de concurseiro já é solitária, ainda mais para aqueles que se dedicam exclusivamente aos estudos, a nossa cabeça precisa se distrair um pouco.
Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?
Rafael: Estou em um relacionamento, não tenho filhos e moro sozinho. Nesse ponto não possuo reclamação alguma pois meus pais, amigos e pessoas próximas sempre me apoiaram respeitando as particularidades que a preparação impôs sobre mim, me encorajam e torceram por mim. Sou muito grato por esse apoio, vejo outros concurseiros que além de não ter o apoio e compreensão são desacreditados ou até mesmo ridicularizados.
Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?
Rafael: Irei generalizar para o concurseiro médio como eu. Acredito que sim, valha a pena em vários aspectos (Financeiro, preparação, motivacional). Temos que ter em mente que concurso público é um projeto a longo prazo, portanto fazer um desvio no caminho para conseguir uma aprovação em um cargo intermediário poderá formar uma base mais sólida para conquistar o cargo almejado.
Particularmente, nunca tive um cargo X como objetivo e sim uma remuneração específica. Eu brinco que iria usar a área bancária como escada, mas acabei caindo da escada. Como gostei de atuar nesse ramo, não tenho problemas em continuar nele. Ainda estou pensando no meu próximo passo.
Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso em que foi aprovado?
Rafael: Quando fui aprovado no Banrisul, estudei 3 meses.
Já para o Banco do Brasil eu estava me preparando para um concurso da área de TI quando o edital saiu. Fiquei naquela famosa encruzilhada entre decidir qual concurso focar, uma armadilha clássica em concursos. Como me sentia confiante nas disciplinas básicas e tinha experiência do concurso do Banrisul, resolvi separar 1 hora por dia para estudar as matérias específicas do BB. Depois que prestei o outro concurso, tive 3 semanas em que pude focar 100% no concurso do Banco do Brasil.
Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?
Rafael: Confesso que esse é o meu maior pecado, estudar só com edital iminente ou lançado. Embora me considere disciplinado, a falta de um norte que a data da prova me dá, além da certeza das matérias cobradas acaba me deixando menos focado.
Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?
Rafael: Logo em 2017, quando comecei a estudar procurei algum material para o concurso do TJ-PR e graças àquele famoso buscador on-line, acabei caindo no site do Estratégia. Abri um PDF demonstrativo e fiquei muito surpreso, nunca tinha visto um material tão bem estruturado na vida, além do ótimo conteúdo é claro.
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? O que funcionou melhor para você?
Rafael: Eu sou do time PDF. Logo no início, vi que videoaulas não eram a minha praia, apenas as utilizei para língua portuguesa, em que eu era péssimo. Gosto do material escrito pelos seguintes motivos: é um estudo ativo; as provas de concurso são escritas, então estudar por meio de material escrito vai ajudar na interpretação de texto e na escrita; quem faz o ritmo do estudo é você ao contrário das aulas em que o ritmo é o do professor, portanto pode estar mais rápido ou mais lento que você; permite fazer marcações e anotações rápidas no próprio material.
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?
Rafael: Sempre estudei de 3 a 4 matérias por dia, sempre alternando entre tipos diferentes, por exemplo, matérias de direito com exatas. De 3 a 5 horas por dia nos dias de semana e 6 a 8 nos finais de semana. Minhas sessões por matéria duram de 50 a 70 minutos. Monto meu plano dependendo do peso da matéria, meu conhecimento dela e o tempo para a prova.
Resumos costumo fazer depois de algumas aulas depois que entendia o que era mais importante na matéria ou minhas fraquezas. No caso do BB, como o tempo era pouco, não os utilizei. Sempre reviso minhas marcações do dia anterior e as feitas 1 semana antes para evitar a famosa curva do esquecimento.
Meu estudo normal é fazer marcações nos PDFs. Resolvia de 5 a 10 questões da aula e depois mais algumas questões da matéria como um todo da banca da prova.
Exemplificando no caso do concurso do BB: Ao terminar uma aula de verbos fazia questões sobre verbos que estavam no próprio PDF da aula e depois resolvia algumas questões de português como um todo da banca CESGRANRIO.
Outra ferramenta muito importante que comecei a utilizar no último ano, e que vem crescendo em popularidade, são os flashcards. Existem softwares para flashcards que potencializam a ferramenta. Utilizei como forma de revisão, fixação e para decorar também.
Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Rafael: Como bom aluno de exatas e TI, tive problemas com português e ainda possuo com redação. Português como é matéria básica e depois de tanto tempo estudando foi aos poucos fazendo sentido, além disso, bem no início, usei videoaulas, pois conseguia entender melhor. Já redação, continuo praticando e aos poucos minhas notas estão melhorando.
Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?
Rafael: A rotina foi bem simples, chegava do trabalho, tirava um cochilo e estudava até as letras sambarem na minha frente, mas sem nunca comprometer o sono.
Na véspera, como tive que viajar só deu tempo de revisar um pouco.
Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Rafael: Felizmente a prova discursiva era apenas eliminatória o que tirou um peso bem grande. Estudei pegando dicas principalmente de como estruturar o texto.
Como é um dos meus pontos fracos não tenho muitos conselhos, apenas pratique bastante para braço não cansar e, se tiver condições, contrate um serviço de correção para que algum avalie seus textos. Apenas praticar sem um feedback externo é perigoso, pois podemos ficar muito confiantes ou sermos duros demais com nossas redações batendo um desânimo.
Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?
Rafael: Maior erro é estudar apenas com edital e ser inconstante. Como escrevi anteriormente, estudo desde 2017, porém de forma intermitente.
Desde outubro de 2020 venho estudando direito o que me levou à aprovação e ao primeiro lugar. Essa constância foi o maior acerto junto com a criação de uma rotina.
Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?
Rafael: Sem dúvida, o mais difícil é estudar diariamente e com qualidade de maneira focada e sem distrações.
Nunca pensei seriamente em jogar tudo pro alto e desistir de concursos, me negava a ser mais um na multidão de desistentes.
Quando o desânimo batia sempre colocava na balança alguns anos gastando o assento da cadeira e um futuro mais tranquilo.
Estratégia: Qual foi sua principal motivação?
Rafael: Minha principal motivação foi poder ter tranquilidade e uma qualidade de vida melhor para mim e para meus pais.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Rafael: A concorrência cresceu muito, então não há mais espaço para achismos, materiais insuficientes e técnicas de estudos mirabolantes.
Não seja teimoso, sempre continue refinando seus métodos de estudo.
NUNCA se compare aos outros.
A aprovação é um objetivo de longo prazo e passa quem persiste.